Assistentes buscam apoio na Câmara
Assistentes sociais da Prefeitura de Brusque acompanharam parte da sessão da Câmara de Vereadores na noite desta terça-feira (17). Pelo menos até ser feita a leitura de uma carta da classe que pedia apoio do Legislativo para que se pressione a Prefeitura a cumprir lei federal que determina carga horaria de trabalho de 30 horas semanais para o segmento.
O ato foi coordenado pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinseb). Segundo o presidente da entidade, Orlando Soares Filho, a lei não é nova, data de 2010, é nacional e precisa ser cumprida. Para isso, o grupo enfrenta a resistência do Executivo, que alega não poder fazer tal ação por conta de riscos que podem surgir por ser anão eleitoral.
“Estamos pedindo que a administração faça uma consulta junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), porque entendemos que esse prazo vai até dia 2 de julho, pois não haverá impacto financeiro. O prazo não seria 5 de abril. O compromisso que saiu hoje é que o movimento se encerrando essa consulta seria feita”, frisou ele.
Na semana passada, os profissionais da assistência social sinalizaram para uma greve, caso não houvesse atitude por parte da Prefeitura de cumprir a lei federal. Inicialmente a paralisação ocorreria apenas nesta terça-feira, podendo ser estendida por prazo indeterminado, caso não houvesse sinal de que o Executivo adotaria o pleito.
Na sessão desta terça-feira da Câmara Municipal, os vereadores de oposição lembraram que quando vereador, o agora prefeito interino Roberto Prudêncio neto cobrava insistentemente do Executivo que cumprisse a lei das 30 horas, o que se nega a fazer agora. “É bom para ver que governar não é algo tão simples assim”, disparou o líder da oposição, Valmir Ludvig (PT).